Zeca,
Os meninos do Bairro Negro fizeram hoje uma festa.
Logo ao nascer do sol, saltaram cada um de sua cama, abriram a porta de casa, desceram as escadas em grande algazarra, e vieram todos aqui para a praça.
Quem dera que os visses correr...
E uns perguntavam pelos outros: "Então o Rui? Já foram chamar o Rui?" "E a Rita? Quem é que vai bater à porta da Rita?" E corriam de um lado para o outro para avisar quem sentiam a falta.
Juntaram-se todos ao centro. E foi ali que, apesar de ainda mal amanhados e de barriguita vazia, com os olhos entreabertos por causa da luz nascente, começaram a cantar a música que andaram toda a semana a aprender na escola.
Mais tarde, fomos todos ver o mar.
Ah, é verdade! Desta vez não houve papões que viessem estragar a festa. Mas bem que nos fazes falta para assustar os que andam por aí à espreita.
Não sossegues Zeca. Depois de 20 anos, temos ainda muita falta de pão.
Os meninos do Bairro Negro fizeram hoje uma festa.
Logo ao nascer do sol, saltaram cada um de sua cama, abriram a porta de casa, desceram as escadas em grande algazarra, e vieram todos aqui para a praça.
Quem dera que os visses correr...
E uns perguntavam pelos outros: "Então o Rui? Já foram chamar o Rui?" "E a Rita? Quem é que vai bater à porta da Rita?" E corriam de um lado para o outro para avisar quem sentiam a falta.
Juntaram-se todos ao centro. E foi ali que, apesar de ainda mal amanhados e de barriguita vazia, com os olhos entreabertos por causa da luz nascente, começaram a cantar a música que andaram toda a semana a aprender na escola.
Mais tarde, fomos todos ver o mar.
Ah, é verdade! Desta vez não houve papões que viessem estragar a festa. Mas bem que nos fazes falta para assustar os que andam por aí à espreita.
Não sossegues Zeca. Depois de 20 anos, temos ainda muita falta de pão.
