Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Carta aos Reis Magos

“Tendo nascido Jesus em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, vieram uns magos do oriente a Jerusalém, e perguntavam: onde está aquele que é nascido rei dos Judeus? Vimos a sua estrela no oriente, e viemos adorá-lo.
Quando o rei Herodes ouviu isto, alarmou-se e com ele toda a Jerusalém. E, convocando todos os principais sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo. Eles lhe responderam: Em Belém da Judeia, pois foi isto que o profeta escreveu: e tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és o menor entre os governantes de Judá; pois de ti sairá um guia que apascentará o meu povo, Israel.
Então Herodes chamou em segredo os magos, inquiriu deles exactamente acerca do tempo em que a estrela aparecera. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: ide e perguntai diligentemente pelo menino. Quando o achardes, avisai-me, para que eu também vá e o adore.
Tendo eles ouvido o rei, partiram. E eis que a estrela que tinham visto no oriente ia adiante deles até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. E vendo eles a estrela alegraram-se muito com grande alegria. E entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram, e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.”
Evangelho segundo Mateus, capítulo 2, versículos 1 a 11.

Queridos Reis Magos,

Não estou certo de que os possa tratar de “queridos”. Afinal, reis são sempre reis, e, no vosso caso, ao título acresce a distinção da aventura que decidistes empreender há cerca de 2000 anos. Apesar disso, as vossas personagens e o resto da história soam-me tão familiares que não posso deixar de sentir por vós uma certa afeição.

Talvez por ser a primeira vez que vos escrevo, não sei muito bem por onde começar... É que, de repente, vêm-me à cabeça muitas perguntas... E a primeira é quase óbvia: porque carga de água é que vos chamam “Reis Magos”?

É certo que, como vós próprios haveis enunciado, ser "Rei" é algo com que se nasce. Mas “Mago”? “Mago”, não! Ao menos é o que me parece. Aqui o meu dicionário diz que “Magos” pode querer dizer: “bruxos”, “atraentes”, ou ainda “fascinantes”. O facto é que, e a julgar pelo relato, primeiro, vocês limitaram-se a estudar e seguir o que havia sido sugerido por outros – o que de bruxaria não parece ter grande coisa; segundo, após tantos dias de viagem pelo deserto, dificilmente terão chegado a Belém com um aspecto limpo, quanto mais atraente; terceiro, como atestam as vossas acções, pareciam bem mais fascinados do que alvos de fascínio.

Assim que “Magos” porquê? Afinal, que magia é essa que há tanto vos é atribuída? Eis o que eu ainda não consegui perceber.

A verdade é que os presentes que trazíeis convosco – Ah, presentes! –, sempre estiveram associados a certas ideias de encanto, ou mesmo a práticas mágicas. Então, a chave do enigma deve estar nos presentes... Claro, só pode ser do ouro, do incenso e da mirra. Quem não gostaria de os receber, mesmo que só por magia isso pudesse acontecer?

Mas, se a magia estivesse em receber qualquer dos presentes que transportáveis, como seria apelidado de “Mago” aquele que oferecesse ainda que apenas um? E, para cúmulo, como seriam chamados de “Magos” aqueles que oferecessem todos os três? Ofertar um seria descuido, ofertar todos seria loucura. Seguindo esta lógica, a história falaria de reis “Magos” na ida e de reis “Loucos” na volta. Mas não é este o caso.

O caso é que, como já vimos, ao longo de todos estes anos vos têm chamado de reis “Magos”. E sois tão apreciados que, em certos lugares, vos honram com festa quiçá superior à festejada por ocasião do aniversário de nascimento do menino que fostes a visitar. (Como aqui ao lado na vizinha Espanha... Que dizer disto? Outra em que ando a matutar.)

Bem vistas as coisas, e sem que me pareça preciso ser mago para chegar a tanto ou tão pouco, a vossa história fala-me de uma magia que está em quem se busca, da magia de quem se encontra. Esta é a minha proposta. Estarei certo, meus queridos reis magos?

Ah, é verdade, hoje também eu quero pedir uma coisa. “Pede e dar-se-te-á”? Não foi isso que o menino que fostes a encontrar disse quando cresceu? Pois, quero mais, mais dessa magia a que chamam Amor.

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Boas Festas!


Cheguei a Portugal para as festas. A todos, Bom Natal et Feliz Ano Novo!

Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

And I love her




I give her all my love, that's all I do
And if you saw my love, you'd love her too,
I love her

She gives me everything and tenderly
The kiss my lover brings, she brings to me,
and I love her

A love like ours could never die,
as long as I have you near me

Bright are the stars that shine
Black is the sky
I know this love of mine
Could never die
And I love her